A forma como a videira é conduzida interfere na distribuição das gotas durante a pulverização. Estudos disponíveis nos repositórios da Embrapa avaliaram drones em dois sistemas de condução de vinhedos, considerando qualidade de aplicação, cobertura e perdas fora do alvo.
Um dos trabalhos comparou classes de drones e métodos de pulverização terrestre. Os resultados apontam potencial da tecnologia, com a necessidade de um método e de parâmetros operacionais compatíveis com cada situação.
O alcance dessa conclusão é importante: um resultado obtido em vinhedo não determina automaticamente a regulagem adequada para soja, milho ou outra cultura. Estrutura das plantas, alvo e equipamento precisam entrar na avaliação.
As perdas por deriva também fazem parte do problema. A presença do drone sobre a área não garante que todo o produto chegou onde deveria. A qualidade deve ser medida na deposição e na cobertura, e não apenas na trajetória de voo.
Para contratar ou avaliar uma aplicação, é útil discutir como a qualidade será verificada e quais condições levarão à interrupção do serviço. A operação deve seguir a orientação técnica, as exigências aplicáveis e as instruções autorizadas para o produto.
As pesquisas mostram uma ferramenta em desenvolvimento técnico, com aplicações possíveis e limites que precisam ser conhecidos antes de transferir o resultado para a fazenda.
