Uma câmera instalada em um drone pode captar informações diferentes de uma fotografia comum. Sensores multiespectrais registram faixas específicas do espectro, incluindo regiões utilizadas para estudar a vegetação, como o infravermelho próximo.

Materiais técnicos da Embrapa discutem como a escolha do sensor influencia o imageamento e a obtenção de parâmetros das plantas. O uso deve partir do objetivo do levantamento, porque sensores e produtos gerados não são equivalentes.

Mapas de índices de vegetação, como o NDVI, permitem observar diferenças de resposta entre pontos da área. Essa variação pode ajudar a escolher onde investigar, mas não identifica sozinha a causa de um problema agronômico.

Por isso, uma mancha diferente no mapa deve ser comparada com as plantas e as condições encontradas no talhão. A interpretação pode exigir dados adicionais e avaliação de profissional que conheça a cultura.

Antes de contratar o levantamento, vale definir qual será o produto entregue, em que resolução e como será utilizado no planejamento. A utilidade do serviço está na informação que ele permite verificar e transformar em decisão.

O drone amplia a observação da lavoura. O diagnóstico depende da combinação entre essa visão aérea, as características do cultivo e a checagem no solo.