Encontrar insetos em uma lavoura não informa, por si só, se uma intervenção é necessária. O manejo integrado de pragas combina identificação, monitoramento e critérios técnicos para decidir quando agir e qual estratégia utilizar.

Nas orientações da Embrapa para soja, as vistorias acompanham aspectos como desfolha, plantas e vagens atacadas, além do número e do tamanho das pragas. A fase da cultura também participa da avaliação. O mesmo nível de ocorrência pode ter consequências diferentes conforme o desenvolvimento da lavoura.

O registro das observações ajuda a perceber a evolução do problema. Data, localização do talhão e condição das plantas tornam mais útil a comparação entre visitas e a discussão com a assistência técnica.

Aplicar por calendário, sem verificar a situação encontrada no campo, deixa de aproveitar essa informação. A proposta do manejo integrado é relacionar o controle à necessidade identificada e aos níveis de ação recomendados para a cultura e o organismo em questão.

Os parâmetros não devem ser transferidos automaticamente de uma espécie ou região para outra. A decisão exige identificação correta e orientação atualizada. O acompanhamento sistemático oferece uma base melhor para o planejamento do que uma impressão tomada em um único ponto da propriedade.