O reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal em maio de 2025, mudou a referência sanitária nacional. A manutenção dessa condição depende da vigilância e da prevenção da reintrodução do vírus.

O Ministério da Agricultura informa que essa é a estratégia central do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa. Em Goiás, a Agrodefesa também mantém o programa de vigilância para enfermidades vesiculares, articulado às diretrizes nacionais.

O fim da vacinação contra aftosa não significa o encerramento das responsabilidades sanitárias da propriedade. A relação com o serviço veterinário oficial e a atenção a alterações suspeitas continuam sendo parte da proteção do rebanho.

Para o produtor, a orientação é manter seus registros organizados e consultar o órgão estadual sobre as exigências aplicáveis à criação e à movimentação de animais. Suspeitas de doença devem ser comunicadas ao serviço oficial para avaliação.

A condição sanitária reconhecida em 2025 é um marco histórico relevante para a pecuária. Sua preservação, porém, é um trabalho contínuo, que envolve governo e setor produtivo. O acompanhamento das orientações oficiais ajuda a evitar que calendários antigos de vacinação contra aftosa sejam confundidos com as exigências atuais.